30 de setembro de 2016

Prepare-se para o álbum de estreia mais influente da década retrasada: Brazilian Democracy, do Mama Feet

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Banda carioca lança seu primeiro disco cheio de piadas cantadas, glamour pop rock, cerveja barata e referências a filmes que eles nunca assistiram

Há mais de dez anos esse disco chegaria às lojas de todo o Brasil. Mas estamos em 2016, então, a partir hoje, 30 de setembro, você consegue encontrar Brazilian Democracy (2016) em várias plataformas de streaming. Não que o fato de vivermos na década digital importe, já que se trata de um autêntico rock que bebeu de fontes atemporais. Esse é o disco de estreia do Mama Feet, banda tijucana formada pelos irmãos Fey e Mylo Samp, Tynho Campo Grande e Tommy Lee Dick.

Trata-se de um álbum tão influente que serviu de referência para o Chinese Democracy (2008) do Guns N’ Roses. É que certamente o Axl Rose do futuro, depois de conhecer o sucesso de Brazilian Democracy, voltou no tempo e convenceu a si mesmo de batizar um disco  do Guns com uma democracia do BRICS. Esta informação carece de fontes confiáveis e científicas, porém qualquer membro da banda carioca vai atestá-la com toda a certeza que um copo de gin com hortelã possa encorajar em uma pessoa.

Na versão aceita pelos defensores da manutenção do espaço-tempo continuum, foi o Mama Feet que bebeu da referência da gringa pelo fato do disco ter demorado muito para ser lançado – uma eternidade de cerca de três anos (Chinese Democracy levou dez). A saga pode ser acompanhada no lyric video de “Entre o Ego e o Chão / Safe Side of Sound”, em que mostra todo making of do disco, das composições das fotos e imagens das gravações ao longos anos de feitura do famigerado álbum.1530a070-29a4-4e04-b83f-bc43a6d6b3031ca1925e-bccb-4b27-b255-723b09bc59417bbbc9fa-e27a-482c-9f7e-b909c0d75f615356f1b1-a49e-4b0d-b515-d034bb646fdf

Segundo a banda, o trabalho foi inspirado nas guitarras pesadas de Mariah Carey, nos acordes atonais de KLB e no ritmo ragatanga de David Gilmour. Pode ser que tudo isso não seja mentira, mas a verdade é que Brazilian Democracy foi produzido, gravado e mixado no próprio estúdio da banda, o Fey’s Garage Studio – uma garagem reformada e transformada em espaço para os ensaios e as gravações do disco. Aliás, o processo para transformar o local em estúdio quase rendeu uma prisão para os integrantes da banda, causo relatado na música “Pesadelo Fiscal”.

Tramas como essa são base para as composições do Mama Feet. Todas as letras foram escritas em inglês e português. Como se fosse um filme, as músicas trazem enredos que se complementam e a decisão de um álbum bilíngue ajuda nisso: não se trata de uma tradução/adaptação, mas de uma narrativa. A música “Marlene”, por exemplo, tem o ponto de vista masculino, enquanto sua versão em inglês, “Marlenny”, conta a mesma história sob a visão da personagem feminina.

Já outras faixas contam as histórias de um camponês revolucionário, um viking praticante do poliamor, um asiático alcoólatra e um instrumentista desaparecido. Brazilian Democracy possui 12 canções em português e 12 em inglês, além de mais duas exclusivas para cada língua, totalizando 28 músicas inéditas.

Ouça “Brazilian Democracy”:
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Ficha técnica:
Brazilian Democracy
Produção: Mama Feet
Gravação/Mixagem: Fey Samp / Fey’s Garage Studio (www.feysgarage.com)
Masterização: Steve Corao – SAGE Audio (www.sageaudio.com)
Fotos: Márcio Freitas (9k)

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