27 de outubro de 2016

Sandra-X apresenta experiência poética em novo disco eletrônico

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Sensorial e urbano, primeiro projeto solo da artista é marcado pela contemporaneidade

Turbulência (2016) seria autoexplicativo se não apresentasse muito mais que um turbilhão de sensações. Em oito faixas de seu primeiro trabalho solo, a cantora e compositora Sandra Ximenez, conhecida como Sandra-X, mescla performance de spoken word com música experimental eletrônica.

De sonoridade extremamente urbana, provocativa e sensorial, Turbulência explora timbres, texturas e une música e literatura pela lógica do hipertexto. A voz etérea e interpretação singular de Sandra-X conferem um clima intimista para as faixas, com bases eletrônicas produzidas por ela em conjunto com Felipe Julián, seu parceiro de palco, enquanto as composições devaneiam acerca das relações do ser humano com o externo, com o meio em que está inserido – seja este a cidade, seja este o seu próprio corpo.

Sobre o uso da spoken word, a artista afirma que é quase um processo cíclico: Sandra revisita as matrizes da música chegando à palavra falada enquanto o canto volta a ser poesia como forma de expressão contemporânea. “Quando você fala, você ganha mais atenção do que quando canta. É uma experimentação relacional”, comenta a cantora. Ela se inspira no slam poetry, nos saraus e em artistas como Laurie Anderson.

O álbum inclui textos próprios, como “Eixo Ondulante”, “Em Deriva” e “Dou Linha”, bem como das autoras Rosane Preciosa e Claudia Schapira, da filósofa Marion Hesser, de Vânia Medeiros – que também assina as artes do álbum, uma obra a parte – e poemas de Ricardo Domeneck e Sérgio Cohn. Já “Um Lugar Chamado Cidade” é uma faixa que parte da escrita automática do parceiro performer Pedro Galiza após uma deriva de 24 horas com o Coletivo Dodecafônico, do qual Sandra-X faz parte e de onde nasce boa parte da essência do Turbulência.
Em seu site a cantora disponibiliza web vídeos que ilustram as faixas do disco, alguns deles provenientes das performances do Coletivo Dodecafônico. Ao vivo, Sandra-X toca quem a ouve em uma apresentação audiovisual: se ocupa dos vocais e mixers, fala peças musicais do álbum, lê trechos de textos filosóficos e interage corporalmente com o espaço. Felipe Julián completa a experimentação com projeções surrealistas de videomapping, dialogando diretamente com a música, o espaço e o público.

Sobre Sandra-X

Cantora, compositora e performer, Sandra Ximenez já acumula trinta anos de carreira nas artes e um vasto currículo, com trabalhos autorais nos grupos Vésper Vocal, A Barca e Axial – este último, em parceria com Felipe Julián, onde atua também na criação e operação ao vivo de trilhas sonoras para dança e cinema. Atualmente integra o Coletivo Dodecafônico, realizando performance e intervenção urbana. Com Axial e os demais grupos, participou de festivais e turnês pelo Brasil – promovidos pelo SESC ou por meio de prêmios, fomentos e editais, como o Tim Festival e Projeto Pixinguinha – e também pela Europa, entre eles com o Axial ao lado de Naná Vasconcelos para o evento Copa da Cultura de Berlim. O Axial ganhou o Prêmio Catavento, da Radio Cultura, na categoria Música Experimental.

Por meio da persona Sandra-X, iniciou seu primeiro projeto solo intitulado Turbulência (2016) no Cine Performa da Red Bull Station em 2015. Durante o processo de criação, participou de performances lítero-musicais com o Projeto Baião de Spokens, pelo Circuito SESC de Artes, Festival de Inverno do SESC-Rio e SESC-SP, com participações de Alice Ruiz, Alzira E., Arrigo Barnabé, Kiko Dinucci, entre outros.

Participou também de eventos de performance, música e literatura como o Seminário Vozes Performáticas, da USP, a Mostra ObsCENAS, o Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultural Visual de UFG em Goiânia, o projeto ExperimentaSom no SESC Sorocaba e o Cinerama no SESC Campinas.

Este ano, Turbulência vem com lançamento de álbum apoiado pelo ProAC, com composições de Sandra-X, produção musical e audiovisual de Felipe Julián, pelo Selo Fonográfico Circus, acompanhado de livro de imagens criado pela artista Vânia Medeiros, que assina também a arte do álbum, e site desenvolvido por Papá Fraga. O disco foi lançado em São Paulo com temporada de 3 shows no SESC Ipiranga e tem circulado pelo litoral e interior do Estado.

Ouça Turbulência:
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